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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

EDP investirá R$ 1 milhão em prêmio de inovação

A EDP no Brasil, empresa do Grupo EDP Energias de Portugal, lançará a maior premiação da área de inovação no Brasil, com investimento total de R$ 1 milhão.
O Premio EDP 2020 é lançado com o propósito de estimular o desenvolvimento de projetos inovadores no setor energético brasileiro,  promovendo o empreendedorismo
O prêmio estará focado no domínio das energias renováveis, das redes inteligentes, da mobilidade elétrica, da eficiência energética, da micro-geração, das cidades sustentáveis, e de outras áreas que marcam os novos paradigmas do setor energético.
Nos próximos dez anos devem-se registrar evoluções significativas nestes domínios, por isso, o prêmio aponta para o horizonte de 2020. Serão investidos R$ 100 mil anualmente na premiação pelos próximos dez anos. Até 2020, o Prêmio EDP terá aplicado R$ 1 milhão em novos negócios.
O Grupo EDP tem uma experiência mundial no desenvolvimento de projetos inovadores, que pretende aplicar no mercado brasileiro. A partir deste prêmio, as principais idéias inovadoras de empreendedores brasileiros serão encubadas até chegar efetivamente ao lançamento de um novo negócio. O impulso para deslanchar e ganhar mercado não virá apenas da premiação, mas há ainda a possibilidade de a EDP vir a colaborar ativamente nos novos projetos.
O edital do prêmio será lançado oficialmente no primeiro trimestre de 2010. Poderão candidatar-se todos os empreendedores que apresentem projetos inovadores nas áreas de interesse definidas.

domingo, 29 de novembro de 2009

Pedágio e transporte solidário tiram carros das ruas de Estocolmo

O trânsito dos sonhos foi inventado lá na Suécia. Polui menos e é solidário. Um exemplo para o mundo.

Na cidade que se orgulha do seu passado, o presente mora no futuro. A velha Estocolmo tem um dos mais modernos e eficazes sistemas de transporte do mundo. Um metrô que raramente atrasa; ônibus movidos a álcool para evitar a emissão de gazes poluentes; bondes elétricos e ciclovias. Até o barco é usado para o deslocamento dos moradores entre as centenas de ilhas que formam a capital sueca.

Para quem tem necessidade de dirigir, mas não quer usar o carro além do necessário, os suecos desenvolveram um sistema de cooperativa: um carro, muitos donos. A novidade roda pelas ruas de Estocolmo há dois anos. Associações de bairros e condomínios compram pequenas frotas e disponibilizam aos associados.

Pelo celular, os motoristas discam para a sede da cooperativa. O sistema eletrônico emite uma resposta automática diretamente para um receptor instalado no carro. A porta destrava na hora e o motor é desbloqueado. A chave fica disponível no porta-luvas.

“Costumo pegar para ir ao mercado ou para passear nos fins de semana. A vantagem é que não preciso lavar, abastecer, checar o óleo ou trocar pneu. Quem cuida disso é a cooperativa”, elogia uma motorista.

Os carros ficam estacionados em diversos locais. Quando o usuário precisa, é só pegar o mais próximo e andar. Depois, basta devolver em um dos 50 pontos espalhados pela cidade. A cobrança vem na conta do celular: o equivalente a R$ 10 por hora.


“Antes eu tinha meu próprio carro e acabava usando exageradamente. Agora só pego um quando realmente preciso”, compara um motorista.

Apesar de todas essas medidas, ainda tinha carro demais nas ruas. Foi aí que o poder público agiu novamente. Para tentar acabar de uma vez por todas com os congestionamentos em Estocolmo, a prefeitura decidiu implantar um sistema de pedágio: o equivalente a R$ 20 por dia para rodar com qualquer veículo particular no centro da capital sueca. No início a população chiou, mas um plebiscito, feito um ano mais tarde, mostrou que houve mudança de mentalidade. O pedágio foi aprovado por mais de 90% dos eleitores.

A vantagem todo mundo vê: o número de carros em Estocolmo diminuiu em cerca de 35%. A poluição também. O representante do departamento de transportes do governo sueco reconhece: ''São soluções nem sempre baratas, mas com certeza eficientes e duradouras''. O poder público faz a sua parte. A população contribui. E todos vivem mais felizes.

domingo, 15 de novembro de 2009

Brasil promete cortar até 38,9% das emissões de CO2 até 2020

 O governo assumiu o compromisso de reduzir de 36,1% a 38,9% suas emissões de gases causadores do efeito estufa estimadas para 2020, disse a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a jornalistas em São Paulo nesta sexta-feira. Segundo a minsitra, a meta prevê um crescimento anual da economia brasileira de 4% a 6%.

Lula afirma que pretende ir à Conferência de Copenhague
Greenpeace pede a Obama que lidere a mudança climática

Segundo a ministra, essa é a faixa com que o país vai trabalhar com base em "ações voluntárias". Dilma disse ainda que foi levado em conta um crescimento do PIB de 4 por cento a 6 por cento ao ano até 2020.
 "Nosso objetivo com isso é assumir uma posição política nesse caso, mostrando que o Brasil tem compromissos com o desenvolvimento sustentável", afirmou Dilma.

 O Brasil pretende desempenhar papel-chave na cúpula mundial sobre o clima, marcada para o mês que vem em Copenhague, capital da Dinamarca e, com essa oferta de redução, pretende convencer os países ricos a anunciarem metas próprias. 

Anteriormente, o governo já havia anunciado o compromisso de reduzir em 80% o desmatamento da Amazônia até 2020, o que representa um corte de 20% nas emissões dos gases-estufa. Segundo o Ministério do Meio Ambiente significa corte de cerca de 580 milhões de toneladas de CO2.                  

              
As negociações na capital dinamarquesa têm o objetivo de chegar a um acordo que suceda o Protocolo de Kyoto, de 1997, para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, apontados como responsáveis pelo aquecimento global. 

 Entre os principais entraves para um acordo estão divergências sobre como dividir os esforços de redução de emissões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento e de onde sairão bilhões de dólares em recursos apara ajudar os países pobres a fazerem frente às mudanças no clima
Fonte: Estado

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Brasil estuda estabilizar emissões de gases de efeito estufa até 2020

Por Luana Lourenço , da Agência Brasil

Brasília - O Brasil pode chegar a 2020 com os mesmos índices de emissão de gases de efeito estufa medidos em 2005, de 2,2 bilhões de toneladas anuais, sem comprometer a meta de crescimento econômico de 4% ao ano. A conta é do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que apresentou nesta terça-feira (13) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a proposta da pasta para a posição a ser defendida pelo Brasil na reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas, em dezembro, em Copenhague.

“Se nada for feito, vamos chegar a 2020 com 2,8 bilhões de toneladas, um crescimento de 30%”, comparou Minc, que aposta da redução do desmatamento, no combate à desertificação, no uso de etanol e de biocombustíveis e no estimulo ao uso de carvão vegetal para reduzir a curva de crescimento de emissões do país e estabilizar as emissões até 2020.

O esforço, no entanto, depende de recursos internacionais. A convenção da ONU sobre mudanças climáticas prevê que países ricos financiem ações de redução nas nações em desenvolvimento, mas o mecanismo para o repasse e os valores ainda não estão definidos. Pelos cálculos de Minc, seriam necessários cerca de de US$ 10 bilhões por ano para financiar as ações brasileiras.

“As faixas [de redução] vão depender de fundos internacionais. É preciso ampliar os fundos que os ricos estão se dispondo a oferecer. Atualmente falam em US$100 bilhões [para investimentos em todo os países em desenvolvimento], mas o Brasil defende pelo menos três ou quatro vezes mais”, afirmou.

Além da proposta do Ministério do Meio Ambiente, os ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e o secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, também apresentaram propostas para a posição do Brasil em Copenhague. “Não foram posições divergentes. Agora vamos sintetizar em uma proposta só”, disse Minc.

A ideia é fechar a posição brasileira ainda este mês, provavelmente no dia 20, quando o presidente Lula deve se reunir novamente com os ministros responsáveis pela negociação e com o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Segundo Minc, Lula ainda pretende reunir presidentes de países da região Amazônica para acertar uma posição conjunta sobre a inclusão das florestas no novo acordo climático global.



Edição: João Carlos Rodrigues

(Envolverde/Agência Brasil)

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Brasil na contra mão da história de energia limpa

Se há um país no mundo que goza das melhores oportunidades ecológicas e geopolíticas para ajudar a formular um outro mundo necessário para toda a humanidade, este país seria o nosso. Ele é a potência das águas, possui a maior biodiversidade do planeta, as maiores florestas tropicais, a possibilidade de uma matriz energética menos agressiva ao meio ambiente – à base da água, do vento, do sol, das marés, das ondas do mar e da biomassa. Entretanto, ainda não acordou para isso. Nos fóruns mundiais vive em permanente estado de letargia política, inconsciente, "deitado eternamente em berço esplêndido". Não despertou para as suas possibilidades e para a sua responsabilidade face à preservação da Terra e da vida.
Recente episódio mostra que o fator ecológico não é estratégico no atual governo. Somos ignorantes, atrasados, sem senso de responsabilidade face ao nosso futuro comum.
No inicio deste ano de 2009 na Alemanha, foi criada a Agência Internacional de Energias Renováveis (International Renewable Energy Agency – Irena), por países como Alemanha, Dinamarca, Espanha. Tendo como um dos seus principais objetivos fazer um contraponto aos lobbies dos combustíveis fósseis junto aos governos mundiais. Essa iniciativa teve a assinatura de 75 países, entre eles temos; França, Itália, Nigéria, Chile e Argentina. O Brasil não assinou o documento alegando que o incentivo será para energia eólica e solar, deixando as de biocombustível e hidrelétricas de lado.
Logo aqui onde o sol brilha quase o ano todo, "O lugar menos ensolarado do Brasil (Florianópolis) recebe 40% mais energia solar do que o lugar mais ensolarado da Alemanha" e temos regiões que ventam dia e noite. Mas a desculpa do governo são sempre as mesmas: -não oferecem escala e são muito caras. Bom não é o que diz este chefe do Departamento de Engenharia e Gestão de Obras de Geração da estatal, Eletrobrás, Marcio Drummond, que apresentou estudo negando a convicção de que a energia eólica não se desenvolve no país por causa de seu alto custo, em uma matéria da Agência Estado. Aqui ele diz: "Em 10 dias de operação, a eólica passa a valer a pena em relação às usinas a gás, por exemplo. Na comparação com as térmicas a diesel, bastariam seis dias para evidenciar a vantagem econômica da energia eólica".
Como se as hidrelétricas fossem baratas, seus reservatórios não emitissem gases de efeito estufa, e elas não impactassem as populações ribeirinhas. A realidade é que elas existem em um sistema que mistura subsídios cruzados, sem nenhuma transparência e com custos não contabilizados – entre eles o ambiental.
Estamos na contramão da história, o Brasil tem um potencial gigantesco de geração de energia eólica e solar, só que precisamos começar a olhar para frente e desenvolver tecnologias para este feito. Só assim seremos a matriz da energia limpa no mundo.
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