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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

EDP investirá R$ 1 milhão em prêmio de inovação

A EDP no Brasil, empresa do Grupo EDP Energias de Portugal, lançará a maior premiação da área de inovação no Brasil, com investimento total de R$ 1 milhão.
O Premio EDP 2020 é lançado com o propósito de estimular o desenvolvimento de projetos inovadores no setor energético brasileiro,  promovendo o empreendedorismo
O prêmio estará focado no domínio das energias renováveis, das redes inteligentes, da mobilidade elétrica, da eficiência energética, da micro-geração, das cidades sustentáveis, e de outras áreas que marcam os novos paradigmas do setor energético.
Nos próximos dez anos devem-se registrar evoluções significativas nestes domínios, por isso, o prêmio aponta para o horizonte de 2020. Serão investidos R$ 100 mil anualmente na premiação pelos próximos dez anos. Até 2020, o Prêmio EDP terá aplicado R$ 1 milhão em novos negócios.
O Grupo EDP tem uma experiência mundial no desenvolvimento de projetos inovadores, que pretende aplicar no mercado brasileiro. A partir deste prêmio, as principais idéias inovadoras de empreendedores brasileiros serão encubadas até chegar efetivamente ao lançamento de um novo negócio. O impulso para deslanchar e ganhar mercado não virá apenas da premiação, mas há ainda a possibilidade de a EDP vir a colaborar ativamente nos novos projetos.
O edital do prêmio será lançado oficialmente no primeiro trimestre de 2010. Poderão candidatar-se todos os empreendedores que apresentem projetos inovadores nas áreas de interesse definidas.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Brasil na contra mão da história de energia limpa

Se há um país no mundo que goza das melhores oportunidades ecológicas e geopolíticas para ajudar a formular um outro mundo necessário para toda a humanidade, este país seria o nosso. Ele é a potência das águas, possui a maior biodiversidade do planeta, as maiores florestas tropicais, a possibilidade de uma matriz energética menos agressiva ao meio ambiente – à base da água, do vento, do sol, das marés, das ondas do mar e da biomassa. Entretanto, ainda não acordou para isso. Nos fóruns mundiais vive em permanente estado de letargia política, inconsciente, "deitado eternamente em berço esplêndido". Não despertou para as suas possibilidades e para a sua responsabilidade face à preservação da Terra e da vida.
Recente episódio mostra que o fator ecológico não é estratégico no atual governo. Somos ignorantes, atrasados, sem senso de responsabilidade face ao nosso futuro comum.
No inicio deste ano de 2009 na Alemanha, foi criada a Agência Internacional de Energias Renováveis (International Renewable Energy Agency – Irena), por países como Alemanha, Dinamarca, Espanha. Tendo como um dos seus principais objetivos fazer um contraponto aos lobbies dos combustíveis fósseis junto aos governos mundiais. Essa iniciativa teve a assinatura de 75 países, entre eles temos; França, Itália, Nigéria, Chile e Argentina. O Brasil não assinou o documento alegando que o incentivo será para energia eólica e solar, deixando as de biocombustível e hidrelétricas de lado.
Logo aqui onde o sol brilha quase o ano todo, "O lugar menos ensolarado do Brasil (Florianópolis) recebe 40% mais energia solar do que o lugar mais ensolarado da Alemanha" e temos regiões que ventam dia e noite. Mas a desculpa do governo são sempre as mesmas: -não oferecem escala e são muito caras. Bom não é o que diz este chefe do Departamento de Engenharia e Gestão de Obras de Geração da estatal, Eletrobrás, Marcio Drummond, que apresentou estudo negando a convicção de que a energia eólica não se desenvolve no país por causa de seu alto custo, em uma matéria da Agência Estado. Aqui ele diz: "Em 10 dias de operação, a eólica passa a valer a pena em relação às usinas a gás, por exemplo. Na comparação com as térmicas a diesel, bastariam seis dias para evidenciar a vantagem econômica da energia eólica".
Como se as hidrelétricas fossem baratas, seus reservatórios não emitissem gases de efeito estufa, e elas não impactassem as populações ribeirinhas. A realidade é que elas existem em um sistema que mistura subsídios cruzados, sem nenhuma transparência e com custos não contabilizados – entre eles o ambiental.
Estamos na contramão da história, o Brasil tem um potencial gigantesco de geração de energia eólica e solar, só que precisamos começar a olhar para frente e desenvolver tecnologias para este feito. Só assim seremos a matriz da energia limpa no mundo.

sábado, 8 de agosto de 2009

Empregos verdes

Há dez anos, quase ninguém ouvia falar em empregos verdes. Hoje, não se fala em outra coisa. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 1,5 milhão de brasileiros realiza atividades que contribuem, de alguma forma, para a redução de impactos ambientais. Desse universo, 500 mil trabalham com energias renováveis, 500 mil, com reciclagem, e o restante, em outros campos de atuação, como reflorestamento, construções sustentáveis e saneamento.
- As tecnologias verdes tendem a empregar mais do que as tradicionais. Para manter o aquecimento global controlado até 2050, será necessário investir 1% do PIB mundial por ano. Isso pode gerar dois bilhões de pessoas empregadas no mundo até lá - afirma Paulo Sérgio Moçouçah, coordenador do Programa de Trabalho Decente e Empregos Verdes da OIT Brasil.
As oportunidades de negócios, criadas por essa revolução verde, estão na pauta da 3ª edição do Congresso Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontecerá de terça a quinta-feira na PUC-SP. Segundo Cristina Montenegro, representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) no Brasil, que falará sobre empregos verdes no evento, as oportunidades são vastas e cada vez mais numerosas:
- Ao mesmo tempo que as empresas buscam funcionários que estejam preparados para essa mudança de paradigma, o setor industrial requer profissionais que sejam capazes de viabilizar seus processos de forma mais limpa e ecologicamente correta.
Na corrida para se adequar a essa nova realidade, engenheiros, biólogos, geógrafos, administradores, economistas e até advogados largam na frente. Mas se você não se formou em nenhuma dessas carreiras e quer se aventurar nesse mercado, não se preocupe. Para atender à demanda cada vez maior das empresas e dos setores público e industrial, instituições de ensino estão criando cursos de especialização com ênfase em meio ambiente e desenvolvimento sustentável.
A PUC-Rio, por exemplo, conta com uma ampla grade de cursos de especialização de 360 horas. Já a Fundação Getúlio Vargas (FGV) oferece MBAs e cursos de extensão, a distância, que desenvolvem temas ligados à responsabilidade socioambiental.
- De três anos para cá, a procura por essas especializações aumentou pelo menos 100%. Os profissionais estão em busca de melhores oportunidades - afirma Haroldo Lemos, professor de gestão ambiental e desenvolvimento sustentável da FGV.

Mercado sustentável sofre com a falta de profissionais qualificados
A reciclagem e os biocombustíveis são apontados como os setores que mais oferecem empregos verdes no Brasil. Mas não são as únicas. Reaproveitamento de resíduos, agricultura orgânica, biocosméticos, construções verdes e turismo ecológico também são setores fortes, segundo os especialistas.
- O potencial de geração de empregos verdes na construção civil pode chegar a 800 mil com a incorporação de novas tecnologias. O programa "Minha casa, minha vida", por exemplo, vai gerar 18 mil vagas em toda a cadeia produtiva. E o reflorestamento pode criar, apenas no Pará, cerca de 110 mil empregos por causa do projeto de regularização de propriedades fundiárias na Amazônia, aprovado recentemente pelo governo federal - exemplifica Paulo Sérgio Muçouçah, coordenador do Programa de Trabalho Decente e Empregos Verdes da OIT Brasil.
Ainda segundo a entidade, para cada emprego eliminado no setor de combustíveis fósseis, é possível criar dez novos na área de energias renováveis. Na UFRJ, o Programa de Planejamento Energético (PPE), da Coppe, faz pesquisas e oferece cursos de mestrado e doutorado que trabalham temas como fontes alternativas, uso racional de energia elétrica e emissões de gases de efeito estufa.
- A procura pelos cursos aumentou muito de dez anos para cá. Temos recebido alunos que não são de engenharia, como biólogos, geógrafos e até advogados. Muitos, mal terminam o mestrado ou o doutorado, já são convidados para trabalhar em grandes empresas, por salários que variam de R$8 mil a R$15 mil - conta a engenheira química Alessandra Magrini, professora do PPE.
Apesar de ainda ser cedo para identificar o surgimento de novas profissões por causa da revolução verde - a engenharia ambiental, regulamentada em 1994, por exemplo, é exceção - a mudança de paradigma tem estimulado a incorporação de novas habilidades por quem já está no mercado. Engenheiros de diferentes áreas, por exemplo, têm corrido atrás de especializações em meio ambiente para dar conta do recado.
- Quando há uma mudança radical no padrão tecnológico, o surgimento de novas profissões é inevitável. Mas esse processo ainda não se completou no país - diz Muçouçah.

Especializações adaptam os profissionais para o mercado
Formada em engenharia química pela Uerj, a carioca Priscila Zidan, de 30 anos, faz parte do time de profissionais que assimilaram novas funções para se adaptar às exigências do mercado verde. Para isso, ela apostou num MBA em gestão ambiental pela Funcefet e num mestrado em remediação de águas subterrâneas na Coppe. Hoje ela garante que os procedimentos realizados pela Haztec, companhia que oferece soluções integradas de sustentabilidade para outras empresas, estejam de acordo com normas relacionadas a saúde, segurança e meio ambiente, como a ISO 14.001, certificação mundial de gestão ambiental.
- Só fiz engenharia química na faculdade porque na época não existia engenharia ambiental. Por isso, investir em especializações foi fundamental. A cada emprego que eu passava, novos conhecimentos eram exigidos.
O Núcleo Interdisciplinar do Meio Ambiente (Nima) da PUC-Rio, por exemplo, conta com uma ampla grade de cursos complementares de 360 horas, como os de direito e engenharia urbana e ambiental, direcionado a advogados e engenheiros civis, respectivamente, que querem conhecer a legislação verde e trabalhar com energias sustentáveis, processos de reciclagem, criação de aterros sanitários e eliminação de resíduos, entre outros temas.
- Temos hoje mais de 150 disciplinas relacionadas a meio ambiente e sustentabilidade, que são ensinadas em cursos de diversas áreas de conhecimento - explica o geógrafo Luiz Felipe Guanaes, diretor do Nima.
Apesar do esforço das instituições de ensino em acompanhar a demanda do mercado, ainda há escassez de profissionais qualificados.
- Empresas que visam apenas ao lucro, ignorando as dimensões social e ambiental, não terão vida longa. A preocupação socioambiental está crescendo entre o meio, gerando uma grande oferta de vagas - afirma Fernando Almeida, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

Mundo Sustentável.
Fonte: O Globo, Paula Dias, 02/ago

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Plástico Biodegradável


Projeto de Plástico feito a partir de resíduos da Indústria de Alimentos

A empresa Biomater, desenvolve o projeto de transformar a fécula de mandioca e o amido de milho em bioplástico.O material é depois transformado em sacolas de supermercados e em embalagens, cestos e outros produtos.A empresa de São Carlos é incubada pela fundação Parqtec, apoiada pelo Sebrae, e os materiais são produzidos com apoio da UFSCAR- Universidade Federal de São Carlos, onde o engenheiro de materiais João Carlos Godoy - criador da empresa - fez o seu mestrado em Engenharia de Produtos. A ideia surgiu , em 2003 ,quando o engenheiro Godoy vendeu uma empresa que tinha, e voltou a estudar, aprofundando seus estudos na área de bioplásticos na UFSCAR.Assim, deu origem a este procedimento no campus da universidade e a uma outra empresa em 2005. Em 2008, vendeu seus primeiros produtos.
A matéria prima utilizada por João Carlos muitas vezes parte de sobras de grandes empresas alimentícias. Ele compra esses resíduos para transformá-los em produtos diferenciados. O bioplástico ,quando descartado, se decompõe no ambiente em no máximo 180 dias. A maioria dos plásticos produzidos no mundo são sintéticos, compostos derivados de petróleo e demoram de 200-400 anos ou mais para se degradarem. No Brasil a produção é de 4,2 milhões de toneladas por ano. Segundo Godoy , o bioplástico chega a custar 3 vezes mais do que o plástico que vem do petróleo. Porém, ele alerta para os benefícios que o plástico traz para a conservação ambiental. "Cada quilo de plástico produzido emite de 4 a 8 kg de carbono. O bioplástico evita essa liberação de metano", afirma.O plástico biodegradável ainda é um setor em crescimento no Brasil. Está em fase de formação a Associação Brasileira de Brasileira da Indústria de Polímeros Biodegradáveis Compostáveis (Abicom), que vai atuar pelo reconhecimento da cadeia produtiva do bioplástico.O engenheiro agora está em busca de investidores e parceiros agrícolas para construir fábricas do bioplástico em diversas regiões do País, com destaque para culturas locais, como a mandioca no Nordeste, a batata em Goiás ou a cana na região Sudeste. Godoy pretende também começar a exportar o produto.


Autor:
Editora-Chefe :Vera Diegoli. Reportagem:Márcia Bongiovanni. Pauta: Paula Piccin.Edição de Texto: Camila Doretto. Imagens:Adilson de Paula e Leonardo Siqueira.Auxiliar de Câmera: Vitor Rogério Pinto. Produtor:Maurício Lima. Supervisor Geral: Washington Novaes.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O que é Sustentabilidade?

Muita gente houve falar sobre sustentabilidade mas nem todos sabem o seu real significado.

Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.

Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e actividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.

A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.

Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4requisitos básicos. Esse empreendimento tem de ser:

ecologicamente correcto;
economicamente viável;
socialmente justo; e
culturalmente aceito.

Colocando em termos simples, a sustentabilidade é prover o melhor para as pessoas e para o ambiente tanto agora como para um futuro indefinido. Segundo o Relatório de Brundtland (1987), sustentabilidade é: "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas". Isso é muito parecido com a filosofia dos nativos dos Estados Unidos, que diziam que os seus líderes deviam sempre considerar os efeitos das suas ações nos seus dependentes após sete gerações futuras.

O termo original foi "desenvolvimento sustentável," um termo adaptado pela Agenda 21, programa das Nações Unidas. Algumas pessoas hoje, referem-se ao termo "desenvolvimento sustentável" como um termo amplo pois implica em desenvolvimento continuado, e insistem que ele deve ser reservado somente para as atividades de desenvolvimento. "Sustentabilidade", então, é hoje em dia usado como um termo amplo para todas as atividades humanas.

fonte:Wikipédia

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Ajude a salvar a mata atlântica

Ajude nessa causa, com apenas alguns clicks podemos ajudar a reflorestar a mata atlântica. Basta clicar na imagem abaixo para conhecer esse projeto de grande importância e poder fazer parte dele.
Vamos divulgar e auxiliar na preservação desse importante eco-sistema. Agradeço sua participação, obigado a todos.

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