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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Plástico Biodegradável


Projeto de Plástico feito a partir de resíduos da Indústria de Alimentos

A empresa Biomater, desenvolve o projeto de transformar a fécula de mandioca e o amido de milho em bioplástico.O material é depois transformado em sacolas de supermercados e em embalagens, cestos e outros produtos.A empresa de São Carlos é incubada pela fundação Parqtec, apoiada pelo Sebrae, e os materiais são produzidos com apoio da UFSCAR- Universidade Federal de São Carlos, onde o engenheiro de materiais João Carlos Godoy - criador da empresa - fez o seu mestrado em Engenharia de Produtos. A ideia surgiu , em 2003 ,quando o engenheiro Godoy vendeu uma empresa que tinha, e voltou a estudar, aprofundando seus estudos na área de bioplásticos na UFSCAR.Assim, deu origem a este procedimento no campus da universidade e a uma outra empresa em 2005. Em 2008, vendeu seus primeiros produtos.
A matéria prima utilizada por João Carlos muitas vezes parte de sobras de grandes empresas alimentícias. Ele compra esses resíduos para transformá-los em produtos diferenciados. O bioplástico ,quando descartado, se decompõe no ambiente em no máximo 180 dias. A maioria dos plásticos produzidos no mundo são sintéticos, compostos derivados de petróleo e demoram de 200-400 anos ou mais para se degradarem. No Brasil a produção é de 4,2 milhões de toneladas por ano. Segundo Godoy , o bioplástico chega a custar 3 vezes mais do que o plástico que vem do petróleo. Porém, ele alerta para os benefícios que o plástico traz para a conservação ambiental. "Cada quilo de plástico produzido emite de 4 a 8 kg de carbono. O bioplástico evita essa liberação de metano", afirma.O plástico biodegradável ainda é um setor em crescimento no Brasil. Está em fase de formação a Associação Brasileira de Brasileira da Indústria de Polímeros Biodegradáveis Compostáveis (Abicom), que vai atuar pelo reconhecimento da cadeia produtiva do bioplástico.O engenheiro agora está em busca de investidores e parceiros agrícolas para construir fábricas do bioplástico em diversas regiões do País, com destaque para culturas locais, como a mandioca no Nordeste, a batata em Goiás ou a cana na região Sudeste. Godoy pretende também começar a exportar o produto.


Autor:
Editora-Chefe :Vera Diegoli. Reportagem:Márcia Bongiovanni. Pauta: Paula Piccin.Edição de Texto: Camila Doretto. Imagens:Adilson de Paula e Leonardo Siqueira.Auxiliar de Câmera: Vitor Rogério Pinto. Produtor:Maurício Lima. Supervisor Geral: Washington Novaes.

sábado, 1 de agosto de 2009

"Devastação" de recursos do planeta

Doze fotógrafos foram anunciados como finalistas do prêmio de fotografia Pictet, que destaca assuntos relativos à sustentabilidade.

Este ano o tema foi o planeta Terra. O concurso recebeu mais de 300 inscrições de séries retratando a problemática em todos os cantos do mundo.

Segundo os organizadores, as fotos "falam dos efeitos prejudiciais e muitas vezes irreversíveis da exploração dos recursos do planeta e refletem os impactos imediatos e de longo prazo de modelos de desenvolvimento insustentáveis em comunidades em todo o globo".

Muitos dos trabalhos chamam atenção para a fonte de recursos que a sociedade consome diariamente sem questionar a origem. Como em uma série sobre pedreiras de mármore fotografadas pelo canadense Edward Burtynsky em Portugal, Itália e na Índia. Nela, o artista procura mostrar a frieza e solidão da "realidade longínqua das paisagens industriais" nestes lugares.

O israelense Nadav Kandar quis mostrar a relação dinâmica do ser humano com as grandes construções na China. Sua série sobre os 6,5 mil quilômetros do rio Yangtze, ao longo do qual vivem mais pessoas que nos EUA, retratou famílias convivendo com os viadutos sombrios e o ar cinzento da cidade portuária de Chongqing.

Já o ciclo de consumo, destruição, violência e conflito político é explorado pelo canadense Christopher Anderson em sua série fotografada na Venezuela, que inclui canaviais e favelas. "Enquanto o agronegócio fatura, falta comida para grande parte da população", diz o fotógrafo, que já foi indicado ao prestigiado prêmio Pulitzer de jornalismo.

Outras obras de arte optam por instigar o debate através de uma representação mais abertamente subjetiva da realidade. O que parecem montanhas nas fotos do chinês Yao Lu são, na verdade, pilhas de lixo em poças de lama, subprodutos do desenvolvimento imobiliário acelerado em seu país.

'Vigor'

Para o diretor do grupo de jurados que decidiu pela lista de indicados, Francis Hodgson, a proposta do tema deste ano "foi interpretada em tremenda variedade e vigor".

"Seja registrando o desenvolvimento em detalhes ou buscando, de maneira mais ampla, estimular o debate, os fotógrafos alcançaram um alto nível de impacto", ele afirmou.

O vencedor do prêmio será conhecido em uma cerimônia marcada para o dia 22 de outubro, à qual comparecerá o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, presidente honorário do prêmio.

Até lá, os trabalhos dos finalistas serão exibidos em galerias de arte em Paris, Londres e Genebra.

Esta é a segunda edição do prêmio Pictet de fotografia, patrocinado pelo banco suíço Pictet. No ano passado, na primeira edição do concurso, o fotógrafo baiano Christian Cravo levou o nome do Brasil ao ficar entre os finalistas da premiação.

O vencedor deste ano receberá 100 mil francos suíços, cerca de R$ 175 mil. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Mundo Sustentável.
Fonte Estadão

terça-feira, 28 de julho de 2009

A logística contribuindo para o Meio Ambiente

Como a Logística pode dar sua contribuição para o Meio Ambiente:

Contratar, desenvolver e avaliar seus fornecedores quanto as questões ambientais;
Desenvolver embalagens que possam ser recicladas e reaproveitadas;
Implementar ações voltadas para redução, reaproveitamento e reciclagem de materiais
Implementar a Logística Reversa, possibilitando assim que seus clientes e fornecedores tenham um canal para fazer retornar a sua fábrica os materiais que precisem de tratamento com relação a questões ambientais;
Implementar ações que reduzam o consumo de água (captação e aproveitamento de água da chuva)
Implementar ações que reduzam o consumo de energia elétrica (uso de telhas translucidas nos CDs, sistemas de energia solar, veículos movidos a energia limpa);
Conscientizar a equipe interna e seus fornecedores através de treinamentos, palestras, campanhas de comunicação sobre as questões ambientais.
Implementar programas de coleta seletiva de resíduos nas dependências internas da empresa
Implementar programas de reciclagem junto aos seus colaboradores, fornecedores e vizinhos;
Implementar processos eletrônicos (como a NFe por exemplo) que possibilitem a redução do uso de papel;

Com certeza, poderíamos aqui listar inúmeras ações, mas se começarmos com apenas uma destas já estaremos dando um pequeno passo para que as gerações futuras possam ter uma condição de vida que nós estamos tendo hoje.

Hélio Meirim
Consultor Empresarial, Professor e Especialista em Logística
Mundo Sustentável

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O consumismo demasiado.

Somos bombardeados constantemente e por todos os lados para consumir e consumir, pode reparar que a maioria de produtos anunciados são produtos desnecessários. Fossem necessários, não precisariam de tanta propaganda....
Bom nesse pequeno documentário que é um tapa na cara das grandes corporações, falta um grande lider no governo mundial para começar ou até mesmo incentivar mais essas alternativas o povo no meu ver já está em processo totalmente dependente do sistema, não devemos nos cansar de mudar as pessoas afinal esse grande lider que falta será um de nós que acredita em uma nova politica mundial.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

MANIFESTO LIXO ELETRÔNICO PELA INCLUSÃO DOS PRODUTOS ELETRO- ELETRÔNICOS NA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Tramita em Brasilia, na Câmara dos Deputados, o projeto de lei (PL 203/91) que definirá a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Sem qualquer consulta ou justificativa plausível, um "grupo de trabalho" alterou a redação do artigo 33, que regulamenta a logística reversa e a reciclagem, e retirou a menção aos produtos eletro-eletrônicos. Com essa alteração, o projeto de lei que deveria criar a Política Nacional de Resíduos Sólidos passa a ignorar a existência do lixo eletônico, problema crescente e de alto custo sócio-ambiental.

Por esta razão o Coletivo Lixo Eletrônico toma a iniciativa de pressionar os deputados e senadores para a re-inclusão dos produtos eletro-eletrônicos no PL 203/91 através da criação e divulgação do "Manifesto Lixo Eletrônico: pela inclusão dos produtos eletro-eletrônicos na Política Nacional de Resíduos Sólidos".

MANIFESTO LIXO ELETRÔNICO

PELA INCLUSÃO DOS PRODUTOS ELETRO-ELETRÔNICOS NA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Vamos pressionar o Legislativo a INCLUIR NOVAMENTE os equipamentos eletro-eletrônicos no Art.33 que regulamenta a logística reversa e a reciclagem obrigatória de produtos especiais na Política Nacional de Resíduos Sólidos que esta tramitando pelo Congresso Nacional!

O Brasil possui cerca de 160 milhões de celulares e 60 milhões de computadores em uso. Em 2012 a previsão é atingir a marca de 100 milhões, 1 computador para cada 2 pessoas. Em 2008 o setor de eletro-eletrônicos movimentou cerca de R$ 123 bilhões em uma rota de crescimento ininterrupto desde 2002. Aparelhos eletrônicos melhoram a competitividade das empresas, facilitam a vida das pessoas, oferecem lazer, entretenimento e são ferramentas importantes para o desenvolvimento pessoal e social.

Por outro lado, os equipamentos eletro-eletrônicos produzem lixo tóxico, volumoso e de reciclagem complexa. Segundo estudos do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), sobre o riscos e ameaças ao meio ambiente e à saúde humana dos resíduos eletrônicos, a maioria destes produtos contêm substâncias tóxicas como polímeros anti-chamas (BRT), PVC, e metais pesados como mercúrio, chumbo e cádmio.

Além de contaminarem o meio-ambiente, estas substâncias podem causar graves danos à saúde humana e de animais, provocando falhas nos rins, pulmões, cérebro e comprometendo todo o sistema nervoso. É um problema crescente e vários países já possuem legislações especificas para tratar dessa urgente questão. A União Européia, por exemplo, regulamentou uma diretiva sobre Resíduos Eletro-Eletrônicos da Comissão Européia de Meio Ambiente, e os EUA possuem normativas regulatórias da Agência de Proteção Ambiental Americana além de Legislações Estaduais de Resíduos Sólidos como as de Nova Iorque e Califórnia.

No Brasil, temos uma oportunidade hoje que está sendo desperdiçada. Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PL 203/91). É imperativo que a Política Nacional de Resíduos Sólidos contemple os equipamentos eletro-eletrônicos e que estes sejam enquadrados como produtos especiais de logística reversa e reciclagem obrigatória.

Os eletro-eletrônicos estarão cada vez mais presentes na nossa vida, trazendo benefícios na mesma velocidade em que produzem mais lixo com o qual ainda não lidamos corretamente. Regulamentar sua destinação é condição urgente e necessária para que possamos continuar a nos beneficiar dos avanços da tecnologia de maneira sustentável, sem pagar um alto preço ambiental e à saúde de nossa população.

Sincerely,

Mundo Sustentável
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